nada me alimenta mais:
este sonho
que consome todas as minhas energias
paro por completo
o sangue
não vejo o relógio
não escuto seus planos
não como
e canso do paladar de mim mesma
não leio
e não suporto mais letra que seja
o pensamento é turbilhão
os cheiros da minha cama revelam quem eu fui ontem
lavo tudo
limpo
livro
mas não movo um músculo
o pensamento é turbilhão
pensamento
músculo?
No espelho estou tão magra e pálida!
Fatigada mesmo
movimento interno
só posso mesmo descansar
resta
deitar suja na cama suja
deixando pingos no chuveiro
aberto por inútil propósito
agredindo a ecologia
devoro os nós dos dedos
os restos
até retomar os quilos perdidos
coro
saudável de sangue
perfumo-me e saúdo o dia
exalo um cheiro estranho
bem mais do que eu
irreconhecível
e saio por aí
ainda presa em algo
que sou eu
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22 de nov. de 2009
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