19 de mai. de 2010

formato de grito

grito insônico internáutico madrugático

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh


sosilencio


aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah


que grito te cabe, noite?

13 de mai. de 2010

Hoje, de Wally Salomão

O que menos quero pro meu dia
polidez, boas maneiras.
Por certo,
um Professor de Etiquetas
não presenciou o ato em que fui concebido.
Quando nasci, nasci nu,
ignaro da colocação correta dos dois pontos,
do ponto e vírgula,
e, principalmente, das reticências.
(Como toda gente, aliás...)

Hoje só quero ritmo.
Ritmo no falado e no escrito.
Ritmo, veio-central da mina.
Ritmo, espinha-dorsal do corpo e da mente.
Ritmo na espiral da fala e do poema.

Não está prevista a emissão
de nenhuma “Ordem do dia”.
Está prescrito o protocolo da diplomacia.
AGITPROP – Agitação e propaganda:
Ritmo é o que mais quero pro meu dia-a-dia.
Ápice do ápice.

Alguém acha que ritmo jorra fácil,
pronto rebento do espontaneísmo?
Meu ritmo só é ritmo
quando temperado com ironia.
Respingos de modernidade tardia?
E os pingos d’água
dão saltos bruscos do cano da torneira
e
passam de um ritmo regular
para uma turbulência
aleatória.

Hoje...

11 de mai. de 2010

intransponível

Numa quadra de basquete, eu desafiei um jogador gigante. Um negro forte e alto, que obviamente se mostrou indiferente ao fato de jogar comigo. Como era impossível jogar com ele, reuni um grupo de outros jogadores (idades, gêneros e alturas diversificadas) para serem do meu time.
Ficávamos correndo desesperadamente e ele se movia tranquilo, sempre na borda da quadra. Cheio de superioridades. Taticamente, para seu desgaste ser ainda menor com o bando frenético e barulhento, ele passou a jogar a bola num ponto em que nós não conseguíamos pegar. A bola estava sempre numa velocidade superior a nossa - à minha especialmente, já que eu liderava a equipe acelerada. Então ia para fora de campo, e ele, como era jogador único de seu time, sempre dava a saída da bola, sempre estava com a posse da bola. Não corria, não entrava em contendas físicas, não suava. Nossa situação era: ver, exautos, bolas passarem por sobre nossas cabeças e sairem rolando para fora da linha. Corríamos atrás, mas ele as pegava do outro lado, tranquilo. Por um momento, pensei em questionar as regras, mas não havia regras. Só havia ele e meu time. Colocaria todo o meu time para protestar a injustiça de jogar com uma sumidade dos esportes? Todo mundo estava ali porque queria, aceitava. Se não, era só ir embora, simples assim. E, claro, havia ainda uma solução que eu não dei conta de colocar em prática: eu poderia parar, respirar e olhar fundo nos olhos dele, com toda aquela calma que eu admirava e queria. Absorver aquilo que fazia dele o gigante que ele se mostrava.
Mas não fiz isso. E não havia propriamente jogo, nosso time não tocava na bola. O adversário se mantinha no nosso campo, cada vez mais próximo da cesta, ainda com a vantagem de conseguir fazer pontos a partir de uma distância enorme.
Por um momento, consegui pegar a bola, mas fiquei tão atrapalhada que corri na direção errada, tropecei, hesitei, errei a mira. Ele a recuperou num respiro.
E continuou nas bordas, continuou mandando a bola fora do nosso alcance, continuou dominando no nosso campo.
Era um hábil jogador. E eu, simplesmente uma mulher. Sentia-me como se estivesse fora de meu território e quisesse a todo custo provar habilidades que eu não tinha.

10 de mai. de 2010

in

o que eu escrevi ontem soa incongruente e irreal
e este texto aqui provavelmente não valerá nada

exponho-me nestas palavras que não dizem do que sou
esta matéria

escrevo para aqueles que não me conhecem
e penso em ridículos aplausos

experimento, experimento
externalizo, externalizo
exprimo, exprimo

escondo

tudo isso para ver se chego aqui, in
cógnita

6 de mai. de 2010

oração espontânea

Peço que afaste as energias ruins de mim
Que meus amigos sempre saibam da minha amizade
Que eu tenha mais felicidade que tristeza
Que minha vida seja simples
Que a comida não me caia mal
Que meu corpo seja circundado por uma luz forte que afaste qualquer mal
Que eu possa fazer boa arte por este mundo
Que nunca precise fazer operação
Que eu seja magrinha, renuncie aos excessos
Que nunca atropele cachorros nem gatos, nenhum bicho
Que a minha morte seja quando tiver que ser
E que seja rápida, mas não assuste os vivos
Que não dê trabalho nem sofrimento demasiado para ninguém
Que meu coração possa se sentir sempre limpo
E que meu corpo sinta que acabou de sair do mar, mesmo em meio aos semáforos da cidade
Que eu nunca esqueça de agradecer
Que eu saiba profundo que eu sou bem pequena diante o mundo
E que o tempo é mesmo remédio
E que eu saiba esperar as tormentas passarem
Que eu saiba ficar calada quando preciso
Que eu saiba falar quando preciso
Que eu não guarde silêncios, lágrimas, teimosias
Que eu saiba lembrar a minha vivacidade quando eu for bem velha
Que meus belos princípios da juventude amadureçam, mas não desbotem
Que eu nunca esqueça o que é ser humilhada e o que é ser respeitada
E que eu respeite sempre quem deve ser respeitado
E que eu nunca humilhe ninguém, nem por acaso
Que eu nunca esqueça o que é não ouvir
E que eu sempre ouça
Que eu saiba ler mentiras e verdades nos olhos das pessoas
Que eu ouça os recados e mantenha as pedras polidas
Que eu tenha força constante para me livrar das superfícies
Que eu me engane pouco
Que eu não me vanglorie do que eu penso que sou
Que dê tudo certo
Que eu não esteja querendo demais

o oco escuro esquece

2 de mai. de 2010

tanto quanto não se pode ver

A lua brilha quando é nova
e os cachos do cabelo sempre podem ter vento à vontade nessa ocasião.

a vida roda porque é viva
e o sol arde sobre a pele dos tolos
sou tola bronzeada
branquinha
tenho todos os perfumes em mim
vou do cravo à rosa
canela jasmim e odor de mulher
brilho de formusura porque a noite é silenciosa
e eu estou sozinha
no puro estado latente
das almas que vibram
com as estrelas, o trânsito e os animais

sou homem também
visto todos os ternos com todos os cortes, riscados e dobras
basto-me com minhas mãos peludas a girar os botões da máquina
a que escreve, a que faz filhos, a que locomove

locomotiva
sou isso também
e daí?

sorrio para todas as donzelas em frescor
toco um tamborim
acaricio o adolescente

despedaço as delicadezas e só encontro mais
porque não me falta rudeza e pé no chão e feridas nas ancas
admito
choro todas as lágrimas

as de crocodilo eu delicio com limão
e lambo nos beiços as gotas dos drinques de morango que devorei ontem na noite fake dos que ocupam as mãos com cigarros
rio da falta de expressão
saboreio o mundo pobre, lindo e magnifíco que me salta aos olhos de minuto em minuto
meus olhos se movem,
fechados ou abertos, na velocidade que é permitida aos olhos

a mais lenta a mais rápida
todas elas


soletro palavras com letras de outros alfabetos
canto hinos secretos que aprendi com os insetos
amaldiçoo os fracos

e dou chá de anis aos mortais que me incendeiam a cama
beijo mãos sujas de mendigos
para ter na minha boca todos os sabores que Deus criou

durmo sob o gelo e acordo em brasas
e ainda assim sou esta de blusa de lã
que está na sua frente
sob sua mirada vazia

sou obsecada por linguagens

e não caibo em mim
como os loucos
sou êxtase e frenesi
veneno de mil bactérias para quem me toca
elixir dos magos do oriente
adornos dos cabelos das virgens

sou a alma de Raul
sinto invejo de Whalt
quero ser Tereza ou madre
e vibro a guitarra dos malditos
e pulso a veia saltitante de um anjo
e mais

tanto quanto não se pode ver.

Sou a pessoa mais feliz do mundo.

1 de mai. de 2010

observação importante

ontem um mendigo me disse que os vagalumes dormem durante o dia.

o que eu sei

Senhorita Rita acordou com uma grande vontade de dizer: Não sei. Assim, a tudo que lhe perguntam, ela passou a responder: Não sei. Muito melhor do que sim, esta tal palavra com a qual as pessoas finas elegantes sinceras têm afinidade. Muito melhor do que não, essa outra que pode ser irreversível. Não sei.

- Você quer sorvete?
- não sei.
- você gosta de mim?
- não sei.
- você está me ouvindo?
- não sei.

Por que ela deveria saber, coitadinha? se ela é humana? Por que ela deveria saber, pobrezita? se ela não é Deus. Por que não se juntar aos filósofos do só sei que nada sei? Por que responder de imediato às urgências do mundo? Não sei.
E desde então, Senhorita Rita não faz mais escolhas. Come se a comida estiver no garfo - caso o garfo esteja em suas mãos e a fome lhe levar para o prato. Dorme quando encontra cama no caminho. Toma banho se este for o destino de seu corpo. Acaricia os gatos que lhe pularem no colo (veja bem: suas mãos são sempre lisas). Lê o que os olhos encontram em seu curso dentro do globo (ela também fecha os olhos, você já viu). Dança quando escuta música. Beija quando encontra lábios vermelhos. Ou quentes.
Mas se tiver que decidir... ela dirá a verdade:
- Não sei.

renúncia

vai ter um dia
você vai ter um dia ruim
e vai se lembrar de mim
porque eu fui um dia bom
porque eu sou produto de excelência
raridade no mercado

você vai me telefonar
experimentando ligar fios partidos
e eu precisarei dizer não

o que não fará nenhuma diferença
esta recusa
pois ainda haverá a mesma
gravidade
a lei, as órbitas, os astros
igual

interferir em algo? no curso?
seria preciso arrancar todas as flores da superfície terrestre
mexer nos átomos
criar o desequilíbrio das massas

30 de abr. de 2010

sonho do beijo chocho

Meu amigo me conta uma aventura que tivera: ele resolveu pichar uma casa, de um homem rico. À medida que ele contava, eu visualizava. A casa era na periferia: longe, alta, de difícil acesso. Não era muito sofisticada. Ele foi de helicóptero, conseguiu com um amigo que trabalhava com isso, foi difícil chegar na parte a ser pichada. Claro que os donos da casa ouviram o barulho do helicóptero e o viram também. Aí ele escreveu algo assim: estou ali atrás das árvores escrevendo poesia. E ficou mesmo atrás das árvores e a polícia quase o pegou. Achei meio engraçado e sem sentido.

Depois estávamos no banco de trás de um carro, sentados muito perto. O braço dele meio que me abraçava. Eu estava tão perto que resolvi espontaneamente dar um beijo, algo que, no passado, eu quis fazer. Eu tinha me esquecido desta minha vontade antiga e, de repente, lembrei.

Nunca teria coragem de beijar um homem, assim, por minha iniciativa. Mas ali era realmente muito natural que eu fizesse isso. Pensei que meu beijo ia pegá-lo de surpresa, mas meus lábios foram em câmara lenta e ele foi narrando, num tom divertido, que eu não suponha nele:

– Será que esses lábios que se aproximam me darão um beijo?

Fiquei meio sem graça mas não vi saída senão continuar. Eu fui chegando mais perto e ele, no mesmo tom:

– Mais um centímetro, mais um centímetro... Parece um beijo. Aproximam-se ainda mais. Não acredito, será um beijo, um beijo, ah!

Eu encostei os lábios quase nos lábios dele. E foi um beijo muito ruim, não gostei da textura da pele. Beijei de novo, na boca. E foi pior ainda, sem graça, pele mesmo estranha. Ele me abraçou e beijou também, num gesto que transmitia uma mensagem: "somos íntimos agora". E eu pensei: "o que eu vou fazer com isso?"

Avaliei que talvez melhorasse depois, mas no fundo sabia que não. Com ele, seria isso: lábios sem vida, falta de entendimento das peles, um beijo chocho. Fiquei desapontada.


27 de abr. de 2010

POW

por causa dos homens
meus semelhantes
tenho desenvolvido medos grandes

muito medo por exemplo
de "saudade" e "poesia"

Que pensarão de mim se souberem que eu sinto isso de afetos?
Quantos matarei ao atirar p-o-w-e-s-i-a?
Quanto de ti derrubaria, se lhe dissesse esse escândalo?

Sob as obras de pedra e barro

"ensina-me a inocência -
olhar o céu e dizer:
céu
olhar a noite e dizer:
noite
como no tempo da criação

ensina-me a procurar nas tardes
a grande bola de fogo
ensina-me a procurar nas noites
o traço fino da lua
o traço firme da lua -"
Sônia Queiroz

24 de abr. de 2010

Senhor da Morte

Eu fui visitar um homem, um senhor. E depois fiquei sabendo que ele era o Senhor da Morte. Junto dele havia uma governanta, de roupa séria, como convém à governanta do Senhor da Morte. Era uma senhora magra, de colo ossudo, de cabelos grisalhos e ensebados. O Senhor da Morte era muito ocupado e não me deu muita atenção, ele se preparava para receber uns visitantes. A governanta ficou encarregada de me recepcionar e mostrar o castelo. Ah, o lugar era como um castelo, casa antiga, móveis antigos, cheiro antigo. Soube que o homem era o Senhor da Morte porque por segundos vi que ele sugava almas com os olhos. Algumas pessoas que entraram na sala tiveram suas almas sugadas. Mas eu não tive medo (pelo menos não muito), porque eu fui ali de livre e espontânea vontade. Eu não havia sido convocada pela morte.
A governanta começou a me mostrar os aposentos, eu queria conhecer aquele lugar, por algum motivo desconhecido para mim agora. Era simpática. E falava baixo.
De repente, a casa começou a ficar cheia, eu sabia que ficaria. Quando cheguei, senti a multidão iminente, mesmo no vazio. Além disso, eu não era uma visitante qualquer, entrei antes do horário. Tinha um certo acesso e era bem vinda, por algum motivo. Mas agora a casa estava cheia. E eu observava a todos.
Passamos por um lugar onde havia um altar e fotografias de pessoas mortas, homenagens.
Uma mulher madura, de vestido esvoaçante e traços firmes. De olhos tristes e pesados, apontou uma fotografia e disse:
– Nery, não é?
Era a governanta. Fiquei em silêncio, olhando para Nery, que não respondeu e andava dura e levemente ofegante, com os olhos fixos num ponto da parede, numa postura de quem esconde um estado de nervosismo. Quando chegamos ao pátio, eu perguntei:
– Era você, Nery? Você está morta?
Ela respondeu com um levíssimo – imperceptível quase – choro na voz:
– Eu não sei. Não se pode ter certeza.
Minha calma e capacidade de ver que aquela governanta sofria, mesmo mantendo a postura neutra que convém à governanta do Senhor da Morte, me fez saber que eu era muito importante nessa história. A governanta precisava de mim para entender o que era vivo e o que era morto.
– E eu, Nery? Eu estou morta? Por que eu estou aqui, nessa caminhada, junto com os mortos? Me diga, porque eu não tenho certeza...
– Ninguém tem (palavras contidas, o mesmo levíssimo choro imperceptível). Vamos saber agora. Quem sai, está vivo.
Ela não disse, mas eu entendi. Os visitantes eram todos mortos, e seguiam, numa procissão desordenada, para a janela dos fundos, onde talvez houvesse uma saída, para o lado dos vivos. Pela porta, a mesma por onde entraram, eles não podiam sair, simplesmente não havia como passar (como se houvesse um campo de força – daqueles dos desenhos animados e filmes de herois – que impedia a passagem). Restava a janela. Conseguiriam? Não. E Nery? Também não. Eu já sabia. (Por que me foram dadas estas certezas súbitas?).
Mas eu tinha chance, eu era a única que tinha. A não ser que estivesse morta, realmente eu não sabia... Isso tornava a caminhada até a janela cheia de suspense. Nery precisava de mim: me ver saindo era a comprovação da existência de lá de fora.
Andávamos pelo castelo e eu, agora, tinha a certeza de que, afinal, eu não estava ali à toa.

23 de abr. de 2010

sereia