Sabe, Moisés,
é mesmo preciso desconstruir
você sabe:
tirar as paredes, o piso do chão, os tacos, carpetes,
os ladrilhos do banheiro, as pastilhas moderninhas,
o verniz, o reboco.
Arrancar as portas, atirar molduras de janela pelas janelas,
acabar com a arquitetura
velha, gasta e bolorenta.
Passar querosene nos cupins
nas traças, nas pulgas
que dormem debaixo da madeira,
do gesso, dos tecidos das cortinas, nas frestas do cimento.
E transformar em pó vermelho
cada tijolo - tijolo por tijolo -
colocado com esmero
pelos construtores antigos.
Sabe, Moisés,
desconstruir cansa demais.
Nervos de aço, fôlego de mil maratonistas,
dói a coluna: cada pilastra derrubada,
dói os pés: os pregos deixados no caminho.
E o perigo, Moisés,
é não terminar o trabalho.
Ser vencido pela beleza que não chega nunca,
a feiura dos escombros.
O perigo é o
cansaço construir as novas estruturas em base assim enferrujada,
despedaçada, movediça,
limpeza inacabada.
Aí, nesse caso, Moisés,
a qualquer momento,
um gesto de poeira pode invadir seus lençóis aparentemente brancos,
um gosto de cimento velho pode cair na sopa aparentemente leve.
Mas se levássemos em consideração tudo que não é digno de ocupar os mesmos cômodos que o amor, nos incomodaríamos de tal forma a deixar o nosso lar e perambular eternamente.
ResponderExcluirQuando o peito acelera e o coração treme, tudo racha mesmo. Inclusive a nossa cara. E não há teto que não seja vidro esmigalhado quando a questão é o amor; chão maciço que tenha sido pisoteado mais que o peregrino em si ou coluna de concreto sólido que esteja mais trincada que a própria estrutura do ser. Mais difícil que preparar o lar pra receber a próxima visita, é se recuperar: o lençol empoeirado não é nada para quem se recupera dormindo em cama de pedra.
Com o amor, o nosso castelo (isso para os destemidos) fica assim mesmo: remendado. Sem ele, o que resta é ruína. As mãos calejadas vindas do árduo trabalho de reconstruir a cada dia, são as mesmas mãos fortes que te ajudam a sair daí debaixo dos entulhos. A casa sempre cai. O que não cai mesmo é só poesia.
Sabi Senhorita...
ResponderExcluirJa ki mencionou esse seu kerido ex-aluno,
vou ter kiti kontar,,,rs
Eu achava ki esse nome(Moisés) era algum trokadilho(1 apelido),,,
E pensei:Nosss,seria mais conveniente chama-lo de Sansão! KKK !
Nem preciso explicar mais neh...
Rs rs Rs
Sabi Senhorita...
ResponderExcluirJa ki mencionou esse seu kerido ex-aluno,
vou ter kiti kontar,,,rs
Eu achava ki esse nome era algum trokadilho,,,
e pensei:Nosss,seria mais conveniente chama-lo de Sansão! KKK !
Nem preciso explicar mais neh...
Rs rs Rs
Sabi Senhorita...
ResponderExcluirJa ki mencionou esse seu kerido ex-aluno,
vou ter kiti kontar,,,rs
Eu achava ki esse nome era algum trokadilho,,,
e pensei:Nosss,seria mais conveniente chama-lo de Sansão! KKK !
Nem preciso explicar mais neh...
é, Moisés, vc já veio ao mundo com nome grandioso, hem!!! kkkk, adorei o sansão!! beijos.
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