que sede de insensato que sede de absurdo inexplicável é Deus.
me passe todos os seus vírus.
me jogue no buraco mais fundo e encha de terra e me alce ao céu lançando meu corpo com toda a força.
quero violência.
quero doçura.
quero derreter e entrar nos poros da terra como se fosse água da chuva.
não quero corpo não quero chão não quero pouco.
e corpo é pouco.
e um corpo dentro de um carro é menos ainda.
e um corpo sentado lendo jornal é quase nada.
me salve disso, meu Deus.
agora só me resta dançar.
CECÍLIA MEIRELES PARA LÓRI VI
1 hora atrás
Primoroso!
ResponderExcluirque poesia ousada e perigosa você está fazendo! Amo!
ResponderExcluirou, manda sim, o desenho pro desenhado, vou ficar feliz demais!
As palavras te agradecem por este cuidado tão especial que tens por elas... Belíssimo!
ResponderExcluirObrigada e seja bem vinda!
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